25 de Maio de 2012

Não há percentis para gatos. Não sei se são normais os 4kg para os 11 meses de idade. Provavelmente não. 

Não sei se é normal que se ponha debaixo do chuveiro mais vezes que muitos humanos. Provavelmente não.

Mas... independentemente do que é normal ou não... tenho a certeza que ela ultrapassou largamente o expectável no que toca a humanismo.

Hoje, ela percebeu o meu sofrimento e a minha ansiedade e brindou-me com muitas lambidelas e ron-rons. Provavelmente também não será normal, mas eu não quero saber.

Gosto de lambidelas e ron-rons e hoje souberam-me pela vida.



25 de Abril de 2012

do 25 de abril de 2012

Viva o 25 de abril! Viva a revolução! Viva a inquietação! Viva a liberdade!

E não posso deixar de me solidarizar com quem hoje se manifesta contra estas pessoas que deixámos que nos (des)governassem. É verdade que a liberdade nem sempre nos leva onde queremos e que temos de respeitar a liberdade em que se têm feito as eleições. Mas... não posso deixar de parte o meu sentido humano e livre e repetir que não nos podemos desligar do que se passa... dos BPN, das PT, das TAP, da Madeira... hoje "descobriram" mais dois mil milhões de euros de dívida... e as pessoas permanecem impunes, no poder... e enquanto vejo os protocolos e os cravos ao peito dos membros do Governo e da Assembleia, enquanto ouço os discursos, não posso deixar de aproveitar uma frase muito bem conseguida do representante dos Verdes "enquanto os ricos têm médicos privados, os pobres estão privados de médicos".

Abaixo às políticas que fomentam o desemprego. Abaixo as políticas que dão ferramentas aos ricos para que escravizem os pobres. Abaixo o pensamento de que a Segurança Social é uma "esmola". Abaixo...

Viva o 25 de abril! Viva a revolução! Viva a inquietação! Viva a liberdade! E permitam-me um viva a Portugal e aos portugueses!


De não saber o que me espera
Tirei a sorte à minha guerra
Recolhi sombras onde vira
Luzes de orvalho ao meio-dia
Vítima de só haver vaga
Entre uma mão e uma espada
Mas que maneira bicuda
De ir à guerra sem ajuda
Viemos pelo sol nascente
Vingamos a madrugada
Mas não encontramos nada
Sol e água sol e água
De linhas tortas havia
Um pouco de maresia
Mas quem vencer esta meta
Que diga se a linha é recta

18 de Abril de 2012

Solitaire

"22 de agosto

Começo a compreender melhor a relação que a gente nova tem com os jogos de computador, e como é fácil ficar prisioneiro do teclado e do que vai acontecendo no ecrã. Nos últimos dois dias, pouco atraído pelo Ensaio, cheio de espinhos, que ainda vai no primeiro capítulo, dediquei-me a investigar um pouco mais uma máquina (chamo máquina ao computador...) que até agora só me tinha servido para escrever. E assim foi que que me encontrei com os jogos incluídos no programa que nela foi instalado. (...) Com o espero e ágil "rato", vou retirando do baralho, ao alto, à esquerda, as figuras de cartas que podem entrar, trocando as posições, e, como no antigo jogo, alterno os valores e as cores (neste meu computador tudo se passa entre o branco e o preto). Então, mais ainda que com as reais e efetivas cartas, o computador apodera-se do jogador, desafia-o, e quando o vence nunca se esquece de perguntar-lhe se quer continuar. A sua rapidez de execução provoca e estimula a nossa própria rapidez. Mas o mais divertido de tudo, e isso, sim, fez de mim uma criança deslumbrada, é quando se completa o solitário, reunidas as cartas conforme os naipes em quatro "montinhos". Enquanto jogamos, o computador vai-nos atribuindo uma certa cotação (oscilante no decorrer do jogo) em pontos e contando o tempo que gastamos, e no fim, se completámos o solitário, dá-nos um "bónus", representado por uma quantidade variável de cartas, que no meu caso, por quatro vezes, ultrapassaram os dois milhares. Tendo como ponto de partida, sucessivamente, todas as cartas do baralho, elas irrompem em arcos, às vezes de dois tramos apenas, às vezes de três.... (...) Confesso que, quando me enfrento com este novo solitaire, já não penso tanto na satisfação de concluir o jogo, mas na expectativa daqueles saltos magníficos que, desenhando arcos contínuos, se vão sobrepondo uns aos outros."

 José Saramago, Cadernos de Lanzarote - Diário I, pp.110-111

Que delícia... uma descoberta, seja ela qual for, insignificante ou não, é sempre uma delícia. E vê-la assim descrita... e ter visto o filme, filmado quase 20 anos depois, e comprovado que esse fascínio perdurou... devíamos ser capazes de manter a nossa capacidade de nos sentirmos fascinados.

12 de Abril de 2012

... a rutilante luz dum impossível...

Mais alto, sim! mais alto, mais além
Do sonho, onde morar a dor da vida,
Até sair de mim! Ser a Perdida, 
A que se não encontra! Aquela a quem 

O mundo não conhece por Alguém!
Ser orgulho, ser águia na subida,
Até chegar a ser, entontecida, 
Aquela que sonhou o meu desdém! 

Mais alto, sim! Mais alto! A Intangível!
Turris Ebúrnea erguida nos espaços,
A rutilante luz dum impossível! 

Mais alto, sim! Mais alto! Onde couber
O mal da vida dentro dos meus braços,
Dos meus divinos braços de Mulher!

 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

8 de Abril de 2012

Sabores alentejanos

Teria gostado de ver flores bonitas

Vila Viçosa em digital

A minha cara é maior que o cavalo



Ruas ladeadas de laranjeiras

Restauração. Um lugar a voltar, outra vez :)

Ela mesma
1º dia de feira medieval

carne de porco à alentejana

Migas gatas

Migas gatas

1º calipo de limão da temporada

Linguiça

Queijo de Serpa assado

Migas com carne frita

5 de Abril de 2012

Ainda a roadtrip

Reguengos de Monsaraz. Monsaraz. Alqueva. Dia fantástico!!!
















1 de Abril de 2012

Road trip

A primeira parte da viagem foi sozinha. Só eu e a estrada... com um destino para almoço, mas sem horas marcadas... estradas secundárias e parar sempre que a paisagem o exigia...












18 de Março de 2012